01 novembro, 2009

Jovens buscando a sabedoria de Deus na vida pessoal e profissional(2)

I – IMPORTÂNCIA E RESULTADOS DA SABEDORIA DE DEUS NA VIDA PESSOAL

1.1. A SABEDORIA QUE VEM DE DEUS E A MENTE HUMANA

A Bíblia é uma fonte inesgotável de recursos de ensino. No capítulo 4 do livro de Deuteronômio vemos que Deus ensina, concede sabedoria para que aprendamos e assegura um conhecimento superior que chama a atenção de povos e nações. Em virtude disto, Deus exorta: “Tão somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos” (Dt 4.9). É imperioso perpetuar o ensino bíblico. Deus assegura: “e aprendê-las-ão”.
A mente é um campo de batalha. Alguns pensamentos têm origem em nós mesmos, mas outros provêm diretamente do inimigo de nossas almas. Levar cativo todo o pensamento à obediência de Cristo demanda uma guerra espiritual contra a natureza pecaminosa e as forças satânicas (Ef 6.12,13). É preciso levar “cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.4-7). A nossa guerra contra o mal inclui o alinhamento de todos os nossos pensamentos com a vontade de Cristo. Deixar permanecer em nossa mente pensamentos contrários à santidade de Deus nos levará ao pecado e à morte espiritual (Rm 8.13, 14).
Nós temos a mente de Cristo e isto significa conhecer a Sua vontade, avaliar e considerar as coisas da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele detesta (1 Co 2.16). Significa entender o que é a santidade de Deus e a malignidade do pecado. Logo, receber o Espírito e segui-Lo faz com que os valores e a cosmovisão do crente se tornem radicalmente diferentes do modus vivendi e da sabedoria deste mundo (Fp 2.5).
Para conseguir sujeitar todos os pensamentos ao senhorio de Cristo, é preciso dar-se conta que Deus conhece todos os nossos pensamentos e que nada jamais se oculta dEle (Sl 94.11; 139.2,4). Somos tão responsáveis pelos nossos pensamentos quanto somos pelas nossas palavras e ações (2 Co 5.10; Rm 14.12).
A mente tem “portas de entrada” que são os órgãos sensoriais. Os olhos e os ouvidos são as duas portas mais largas e mais acessíveis. Tenha cuidado com aquilo que seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem! O olho é o meio do corpo para receber luz. Se o olho for saudável, seu dono pode receber luz e empregá-la. Se o olho for anormal ou doente, seu portador não pode caminhar e trabalhar bem. Igualmente, quando a visão espiritual de alguém, quer dizer, suas atitudes, seus motivos e desejos se inclinam para Deus, então a luz da Palavra de Deus penetra em seu espírito produzindo bênçãos, fruto e salvação. O jovem cristão sábio não permite que seus olhos sejam instrumentos de concupiscência (1 Jo 2.16), não põe diante de seus olhos coisa má ou vil (Sl 101.3). Não permite que seus ouvidos sejam instrumentos de maledicência (Pv 2.2). Nos dias de hoje, é muito difícil guardar os olhos e os ouvidos, proteger-se de não contemplar o mal. Aprendemos com o Pastor Elinaldo Renovato: “Evite o segundo olhar!” O mal pode até exibir-se ostensivamente diante de nossos olhos, mas não poderá permanecer diante de você se você assim não quiser.
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). “Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5).

1.2. SABEDORIA DE DEUS NO MODO DE LIDAR COM O PRÓPRIO CORPO

Nosso corpo é “templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Co 6.16). Deus condena a prostituição, a impureza, o apetite desordenado (Cl 3.5), “porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação” (1 Ts 4.7). Todo o nosso espírito, alma e corpo devem ser conservados plenamente irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Ts 5.22,23).
O cuidado com a saúde inclui alimentação adequada e equilibrada, repouso, atividade física, lazer, etc.
O corpo pode ser instrumento de glorificação a Deus, mas pode ser ferramenta de satanás para a perdição eterna do ser humano. O escritor de Provérbios fala da formosura sedutora da mulher prostituta (Pv 6.25-27): “E eis que uma mulher lhe saiu ao encontro, com enfeites de prostituta e astuto coração. Esta era alvoroçadora e contenciosa, e não paravam em casa os seus pés; ora pelas ruas, ora pelas praças, espreitando por todos os cantos, aproximou-se dele, e o beijou [...] até que a flecha lhe atravesse o fígado, como a ave que se apressa para o laço e não sabe que ele está ali contra sua vida” (Pv 7.1-27).
A mulher que teme ao Senhor e anda em Seus caminhos se veste com base em três princípios, conforme 1 Timóteo 2.9,10: honestidade, pudor e modéstia. Honestidade tem a ver com retidão, decência, integridade, pureza. Honesta é a vestimenta que não “brinca de esconder para mostrar”, que não é insinuante, que se propõe a esconder o corpo e evita despertar desejos e pensamentos impuros nos outros. Pudor é um sentimento de vergonha, constrangimento, mal-estar, gerado pelo que pode ferir a decência, a honestidade ou a modéstia. Pudor e honestidade andam obrigatoriamente juntos. Uma mulher ou homem de Deus não pode sentir-se confortável com uma vestimenta que mostre seu corpo sensualmente. Modéstia é simplicidade, moderação, sobriedade, compostura. Relaciona-se com o pudor, a decência, a honestidade, portanto, está livre dos excessos de qualquer ordem.
“Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). Amém.

1.3. ATITUDES HUMANAS QUE FALAM DA SABEDORIA DE DEUS

A proposta de Deus para o ser humano redimido, liberto da escravidão do pecado inclui um padrão de princípios e valores elevados que exige um alinhamento do espírito do homem com o Espírito Santo de Deus no que tange à ética, à moral, às concepções. Essa sintonia do homem com Deus só pode acontecer quando o homem conhecer e prosseguir conhecendo a Deus (Os 6.3). O canal legítimo de conhecimento de Deus é a Bíblia Sagrada, onde o Senhor se dá a conhecer ao homem de forma maravilhosa e generosa.
Muitas são as evidências da presença da Palavra de Deus manifestas em atitudes e ações humanas: Humildade e submissão – reconhecer-se como servo do Senhor, considerar os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Respeitar autoridades -1 Pe 2.13; Hb 13.17. É bom observar o que Paulo escreveu em 2 Co 10.17. É preciso ser inteligente para ser submisso. Autocontrole – um bom cristão não se deixa levar por impulsos. Quando ouve ou vê algo que lhe incomoda ou aborrece, prefere orar, “dar um tempo” para responder (Cl 3.12,13; 4.6). Compreensão, tolerância, paciência – não julgar os outros, solidarizar-se diante dos sofrimentos e dificuldades alheias, tolerar, ter paciência são virtudes de quem tem o fruto do Espírito Santo (1 Co 4.5; 10.31-33; 12.26,27). Respeito e educação – não se esquecer de valorizar as pessoas, mesmo as muito simples e humildes; não envergonhar ninguém; não falar ou pensar mal. Agir, falar e portar-se com discrição, consideração e delicadeza para com todos (1 Co 10.32; Ef 5.15). Pacificação – um bom cristão não estimula disputas, contendas, intrigas. Se ouvir ou vir algo que pode provocar confusão, calar, agir com discrição no momento apropriado (Gl 5.15; Fp 2.14-16). Coerência – o melhor ensino é aquele que faz parte de nossa vida prática. Não devemos ensinar ou exigir dos outros o que não conseguimos produzir em nossa própria vida (Tg 2.12; Tt 2.4,5). Prudência – precipitação é perigo iminente. Um bom cristão evita toda forma de precipitação (1 Co 1.10; Rm 14.19). Espiritualidade – um bom cristão precisa ser uma pessoa de oração, que jejua, lê a Bíblia com freqüência; freqüenta assiduamente os trabalhos de sua igreja, gosta de ensino (culto de doutrina e escola dominical); é fiel nos dízimos e ofertas, não fala mal de irmãos ou de seu pastor; busca o fruto de Espírito (Gl 5.16,22,25). Ninguém é espiritual porque possui dons ou tem “experiências” espirituais, mas porque tem uma vivência cristã alinhada com a Palavra de Deus e com o Espírito Santo (Cl 1.9-12). Honestidade – ser honesto e sincero não é dizer tudo o que lhe vem à cabeça a todo o momento. Ser honesto é ser confiável, honrado, digno, íntegro; é não mentir, andar em retidão (Cl 3.8,9; Fp 4.5; 1 Tm 1.5; 2 Co 8.21). Simplicidade – evitar os excessos em todas as áreas da vida: seja no traje, no falar, no dormir, no comer (1 Tm 2.9; 2 Co 11.3).
A vida abundante proposta por Cristo inclui viver com metas, propósitos, relacionamentos saudáveis, responsabilidade, organização, compromisso. O cristão que aprende na família a amar a Palavra de Deus como diz as Escrituras, costuma andar mais conscienciosamente no mundo, remindo o tempo, administrando corretamente as coisas materiais, investindo diligentemente nas coisas espirituais, fortalecendo-se na força e no poder do Senhor, enquanto aguarda com alegria a Vinda de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
(Sobre a autora: Régia Carvalho é graduada em Letras, Psicologia e Teologia e atualmente, é diretora da Escola Teológica da Assembléia de Deus em Parnamirim-RN).

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